
OBESIDADE
INFANTIL
ONETE RAMOS SANTIAGO_PSICÓLOGA_TEL.2242748
A porcentagem
de crianças gordas tem aumentado nos últimos
anos a despeito de toda a pedagogia do culto ao corpo.
As causas para isto são variadas : primeiro, a mudança
dos costumes nos hábitos alimentares insuflados pela
ótica americana dos sanduíches e “potatoes
”, fast food , balas e chocolates à vontade,
poucas frutas e muito refrigerante. Aliado a isto, nossas
crianças e adolescentes estão muito paradas
em frente a televisão _ a mídia está
aí a assolar o cotidiano das pessoas , associada
aos micro-computadores pessoais cada vez mais usados.
Seguindo com nossa etiologia, sabemos também que
os pais, se orientando por uma pretensa democracia do fazer,
não tem colocado muitos limites aos pequenos. Eles
só comem o que querem. Há um excesso de mimos
que eu refuto como tão prejudiciais quanto a sua
falta. É preciso cuidado com isto . As crianças
têm lanchado muito fora de casa ; não que comer
fora de casa sempre vá levar ao engordar_ hoje em
dia há excelentes restaurantes com buffets balanceados
orientados por competentes nutricionistas com carboidratos
e proteínas na dosagem certa ,mas, a criança
não acostumada desde cedo a comer certo, está,
como falávamos, preferindo ao meio-dia, sanduíches,
pizzas ou simplesmente macarrão.
Além do mais, com o poder aquisitivo em alta e a
grande disponibilidade em supermercados, aumenta o número
de sobremesas ingeridas e estas têm sido apresentadas
como prêmio se a criança come tudo, ou pior,
como substitutas no caso dela não comer e a criança
logo saberá como proceder a troca.
Também não adiantará colocá-la
de castigo se ela não quiser comer verduras, por
exemplo: o ideal é motivá-la a experimentar
a alimentação antes de dizer_ Não gosto.
Torna-se imprescindível o exemplo dos pais e a orientação
dos bens e vantagens de uma refeição com mais
qualidade, apelando mesmo para o senso estético do
adolescente e para sua vaidade ( chocolate dá espinha,
falta de verduras e proteínas resulta em musculatura
frágil e envelhecimento precoce, em pele mal nutrida,
etc, etc. ) Além do mais, sabe-se que a identificação
de paladar é também uma questão cultural
e afetiva que deve ser plantada em nossos neurônios
desde cedo. É acostumar nossas papilas gustativas
com tal e tal gosto. Porisso, os japoneses gostam de sushi
desde cedo, os brasileiros de feijão, os escandinavos
de bacalhau...Muito interessante, esses aspectos!
Outra questão é a hora do comer em casa ser
cultivada como uma hora de relaxamento e tranquilidade_
uma hora de conversa agradável e suave. Há
famílias em que a mesa se transforma num palco de
acertos de contas, enquanto o comer fora ( em lanchonetes)
é trazido à memória da criança
ou adolescente como um programa. Cuidado com isto também!
A comida em casa tem que ser valorizada; a lanchonete é
apenas um substituto esporádico.